Um avarento transformou toda a fortuna em ouro, fundiu-o em uma única barra e a enterrou em certo lugar, onde enterrou também o coração e o espírito. Todos os dias, ia contemplar o tesouro. Um trabalhador o observou, compreendeu o que acontecia, desenterrou a barra e a levou. Algum tempo depois, o avarento chegou e, ao encontrar o local vazio, começou a gemer e arrancar os cabelos. Um transeunte, vendo-o lamentar-se e perguntando a razão, disse: «Não se desespere assim, meu amigo, pois mesmo quando possuía o ouro era como se não tivesse nada. Pegue uma pedra, coloque-a no lugar da barra e imagine que é seu ouro: ela lhe será igualmente útil, porque, pelo que vejo, você não fazia uso algum da riqueza nem quando o ouro estava ali».
A riqueza não tem valor quando nunca é usada nem desfrutada.Moral
Nº 157O tordoUm tordo se alimentava em um bosque de murtas e, encantado com a doçura das bagas, não conseguia ir embora. Um passarinheiro percebeu o prazer que a…Ler a fábula →
Nº 204O leão e a lebreUm leão encontrou uma lebre adormecida e estava prestes a devorá-la quando viu um cervo passar. Abandonou a lebre e saiu em perseguição ao cervo.…Ler a fábula →
Nº 287A galinha dos ovos de ouroUm homem possuía uma bela galinha que punha ovos de ouro. Acreditando que ela tivesse um bloco de ouro dentro do corpo, matou-a e descobriu que era…Ler a fábula →Uma fábula, todo domingo, na sua caixa de entrada.