Movido pela sede, um cervo chegou a uma fonte. Depois de beber, viu seu reflexo na água. Orgulhou-se dos chifres grandes e muito ramificados, mas ficou descontente com as pernas, que lhe pareciam finas e fracas. Enquanto pensava nisso, um leão apareceu e começou a persegui-lo. O cervo fugiu e abriu grande vantagem, pois a força do cervo está nas pernas, e a do leão, no coração. Enquanto atravessava a planície aberta, manteve a distância que o salvava. Ao chegar a uma região arborizada, porém, seus chifres se prenderam aos galhos e, incapaz de continuar correndo, foi capturado pelo leão. Prestes a morrer, disse consigo mesmo: «Pobre de mim! Minhas pernas, que eu julgava traiçoeiras, estavam me salvando; os chifres em que depositava toda a confiança causaram minha ruína».
No perigo, aqueles de quem desconfiamos podem nos salvar, enquanto aqueles em quem confiamos podem nos trair.Moral
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Nº 198O leão apaixonado e o lavradorUm leão se apaixonou pela filha de um lavrador e pediu sua mão em casamento. Incapaz de entregar a filha a uma fera, mas com medo de recusar, o homem…Ler a fábula →
Nº 201O leão e a rãAo ouvir uma rã coaxar, um leão se voltou para o som, imaginando que fosse um animal enorme. Esperou um pouco e, quando a viu sair do lago,…Ler a fábula →Uma fábula, todo domingo, na sua caixa de entrada.