aesopica.
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FábulaNº 64

O lavrador e o lobo

Depois de desatrelar sua junta de bois, um lavrador a conduzia até o bebedouro. Enquanto isso, um lobo faminto, à procura de alimento, encontrou o arado e começou a lamber o interior da canga. Pouco a pouco, sem perceber, enfiou o pescoço nela e, como não conseguia se soltar, arrastou o arado pelo sulco. Ao voltar e vê-lo, o lavrador disse: «Ah, cabeça perversa! Quem dera você abandonasse os roubos e as maldades e se dedicasse a cultivar a terra!».

Os malvados podem proclamar sua virtude à vontade, mas seu caráter torna impossível acreditar neles.
Moral

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