Um rato do campo era amigo de um rato doméstico. Convidado pelo companheiro, o rato da cidade foi jantar no campo. Como ali havia apenas ervas e grãos, disse: «Você percebe, meu amigo, que vive como uma formiga? Eu, ao contrário, tenho bens em abundância. Venha comigo e colocarei tudo à sua disposição». Partiram imediatamente. O rato doméstico mostrou ao amigo hortaliças, grãos, figos, queijo, mel e frutas. Admirado, o rato do campo o abençoava e amaldiçoava a própria sorte. Quando estavam prestes a iniciar o banquete, um homem abriu a porta de repente. Assustados com o barulho, os ratos correram para as frestas. Quando voltaram para pegar alguns figos secos, outra pessoa entrou para buscar algo no cômodo, e eles tornaram a fugir para uma toca. Esquecendo a fome, o rato do campo suspirou e disse: «Adeus, meu amigo. Coma até se fartar e divirta-se, mas ao preço do perigo e de mil medos. Eu voltarei à minha cevada e aos meus grãos, sem temer nem desconfiar de ninguém».
É melhor viver de maneira simples e tranquila do que nadar em delícias enquanto se sofre de medo.Moral
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Nº 21Os galos e a perdizUm homem que criava galos encontrou uma perdiz domesticada à venda, comprou-a e a levou para casa a fim de criá-la com eles. Como os galos a bicavam…Ler a fábula →
Nº 42A raposa que nunca tinha visto um leãoUma raposa que nunca tinha visto um leão encontrou um por acaso. Na primeira vez, ficou tão apavorada que quase morreu. Na segunda, teve medo, mas…Ler a fábula →Uma fábula, todo domingo, na sua caixa de entrada.